quarta-feira, 1 de outubro de 2003

Chicago


Dizem que é um filme musical, mas não espere ver aquelas chateações que passavam na tv, é um estilo bem diferente. Tem uma dinâmica fabulosa. A fotografia e direção de arte se destacam. As músicas são ótimas. O filme conta a história de uma moça casada que traia o marido pra conseguir um lugar no show bizz. Ela acaba matando o amante e vai presa. O filme é bastante denso no que se relaciona aos valores morais americanos, tanto na imprensa, quanto na justiça. Poderia ser um filme de tribunal também. É um filme gostoso e engraçado. Esteticamente é uma obra-prima. Mereceu mesmo todos aqueles oscars. Mudou minha visão sobre musicais.

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Hell

Um dos melhores filme de Van Damme. Com uma fotografia pobre, uns bons efeitos visuais, uma direção tradicional e uma trilha clássica. O filme tem uma certa profundidade existencial. A sina de guerreiro do Van Damme é reforçada como sempre, mas este filme tem um toque diferente, talvez por se tratar de uma prisão russa, com costumes e rotinas diferentes, sei lá. É um bom filme. Van Damme mata o assassino de sua mulher e é preso. Se vê discriminado dentro da cadeia por sua nacionalidade, que também o tranforma em um mito lá dentro. Basicamente o filme trata do sentido da masculinidade na prisão, da justiça e de um motivo para viver, com uma busca pelo que você verdadeiramente é. Não é um filme fácil de se rotular, entretenimento puro.

O Resgate de Harrison

(Harrison's flowers)
É um ótimo filme sobre a guerra dos sérvios e croátas na Iugoslávia. Mostra a visão, coragem, audácia e loucura dos fotográfos que se metiam no conflito para registrá-lo. O filme dá a entender que os croátas eram bem mais tolerantes que os sérvios, sendo estes uns malucos-assassinos-preconceituosos. O filme conta a história de um fotógrafo americano ganhador do Pulitzer Harrison Lloyd, amigo daquele que tirou aquela famosa foto do cara na frente do tanque de guerra, Yeager Polack. Ele é dado como morto e sua esposa vai à Iugoslávia procurá-lo confiante que ele ainda está vivo. Embarcamos com ela numa viagem impressionante pelas estradas do país em gueera. É uma loucura. O grau de realismo é tão grande que procurei, mas não achei nada na net nada sobre esses caras, concluo que sejam nomes fictícios e ainda não sei até que ponto foi baseado em fatos reais. É um filme de amor e coragem. Muito interessante. Um suspense dramático. Quase não tem trilha sonora, mas a fotografia e direção são ótimos. Sem falar que Andy MacDowell é um tesão de mulher.
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Tabu (Gohatto)

Um filme intrigante. A história se passa na segunda metade do século XIX no interior do Japão, naquela época o Japão era dividido entre os isolacionistas e os não-isolacionistas. Conta a história de um belo jovem que treinava para ser samurai e que atraía os desejos de vários homens. O filme tem um clima muito mais reflexivo do que crítico e não é explícito como "Império dos Sentidos", na cena mais forte fica clara a encenação. Ainda assim é um filme polêmico pois trata do homosexualismo entre guerreiros. A fotografia do filme é impecável, uma estética primorosa. A direção é meio estranha e a trilha é mui bella. Por conhecer pouco da cultura nipônica não posso me aprofundar na análise do filme, coisas como o corte de uma árvore no final do filme ficaram simplesmente no ar pra mim, só depois vim saber o que simbolizava (no artigo abaixo). Recomendo este filme principalmente se vc tiver com quem conversar sobre o Japão. 

O texto abaixo não é meu mas ajuda a compreender o filme.

Gohatto (Taboo) é um dos filmes mais impressionantes da competição. Mas é difícil saber se é um filme do qual se gosta, realmente, ou se ele desperta uma admiração um pouco fria, como o teorema perfeito que é. 

Oshima fez um filme de uma lógica implacável. É fácil e até sensacionalista definir Taboo como uma história de amor entre homens ou um filme sobre homossexualismo no meio dos samurais. O filme é isso, claro, mas é muito mais. A milícia de samurais de Taboo constitui um mundo fechado nas próprias regras. Elas são subvertidas pela chegada desse garoto que representa a beleza e que desperta a paixão obsessiva dos homens do clã, fazendo com que eles se matem entre eles. A beleza, segundo Oshima, é destrutiva e mortal em Taboo. 

Na coletiva, o cineasta explicou que o tema surgiu como uma alternativa possível depois que ele não conseguiu tornar viável o filme que pretendia fazer sobre outra relação homossexual - a de Rodolfo Valentino, o latin lover por excelência do cinema americano nos anos 20, e do japonês Sessue Hayakawa, que fazia carreira em Hollywood. Oshima jura que não fez Taboo só para escandalizar. Há cenas pesadas de sodomia, mas o cineasta acha que elas são necessárias para o relato. 

Ele lembra que "Império dos Sentidos", com suas cenas de sexo explícito que fizeram sensação aqui em Cannes nos anos 70, continua um filme meio maldito. 

Foi proibido, há pouco tempo, de passar na Coréia, quando o país se abriu para os filmes japoneses. Oshima afirma não temer o homossexualismo como tema dramático. "Todo agrupamento de homens no cinema - em filmes de guerra, de samurais ou de westerns - comporta sempre um elemento homossexual, que as pessoas só não vêem se não querem." 

O plano final de Taboo é um dos mais belos desse festival. Takeshi Kitano, identificado nos créditos somente como Beat Kitano, despedaça a cerejeira com um golpe de sabre. É um símbolo da derrocada do mundo dos samurais. O curioso é que, no mesmo dia em que passou o filme de Oshima, em concurso, também foi exibido, fora da competição, Crouching Tiger Hidden Dragon, de Ang Lee, com Chow Yun-fat. Um filme de kung fu, elevando o método oriental de luta à condição de uma das mais belas artes. Ang Lee criou uma elaborada coreografia da violência, mas fez um filme que subverte as regras do gênero porque nele as mulheres encarnam virtudes tradicionalmente representadas pelos homens nesse tipo de aventura.

quinta-feira, 21 de novembro de 2002

magnorocha.blig.com.br



Novidade todo dia

Jason X

92 min

Direção
Jim Isaac

Fotografia
Derick Underschultz

Música
Harry Manfredini

Efeitos Visuais
Toy Box

New Line , 2001

Filme muito bom. Um dos melhores do gênero e também um dos melhores da série ‘sexta-feira 13’. Com uma trilha sonora bacana, uma direção criativa e uma fotografia fantástica. O filme esbanja efeitos visuais e o roteiro é incrivelmente diferenciado. Gostei muito. O final você já imagina, não?...
huahahahahaha

Rede de Intrigas

.com for murder

Com Nastassja Kinski e Nicollette Sheridan

99 min

Omega Pictures Inc., 2002

Direção
Nico Mastorakis

Fotografia
?

Música
?


É um filme no máximo curioso. Não fossem os recursos tecnológicos, as casas computadorizadas e demais apetrechos hi-tech, o filme seria uma bosta. Conta a história de um hacker assassino, maníaco, com fobia de sexo que marca encontros através de salas de bate-papo (Chat) e mata essas pessoas. O tema e o conteúdo do filme tem seu valor didático. É daqueles filmes moldados pela ideologia do medo, do receio e não do entretenimento. E o pior, é um filme tão previsível que nem medo dá, nem mesmo um susto. A direção é sacal, a fotografia é razoável, mas devido a localização da casa em relação à cidade, com horizontes fantásticos e pouco explorados e tons. O design mostrado no filme é o que salva. Móveis, instrumentos, imóveis, carros, tudo do mais alto requinte e bom gosto. Pra quem gosta de amenidades é um bom filme. A música é bacaninha. As referências a Goethe são curiosas, mas nada profundas.