terça-feira, 19 de julho de 2005

O Clã das Adagas Voadoras



Belo, estiloso, poético, instigante. Uma tragédia grega à chinese. Muito amor, muita arte, muita luta. É um filme imperdível, impecável. A direção é fabulosa e segue os mesmos padrões do excelente 'O Tigre e o Dragão'. A direção de fotografia impressiona com as paisagens, as cores e as luzes. A trilha sonora é envolvente e inspirada. É gostoso ver aquelas lutas e suas coreografias harmônicas e sincronizadas. Os efeitos sonoros são um espetáculo que junto com os efeitos visuais transportam o telespectador para um mundo de sonhos e visões sobrehumanas. Poesia pura. Na china um grupo autodenominado 'O Clã das Adagas Voadoras' roubava dos ricos para doar aos pobres gerando ódio entre as elites chinesas. Perseguidos, eles vivem como nômades. Para vingar a morte do chefe do clã eles planejam matar o general responsável por sua morte. Para isso envolvem no plano um espião infiltrado no exército chinês e sua antiga namorada. O plano falha quando ela se apaixona pelo subordinado do espião. É fascinante. Um filme envolvente, leve, rápido e apaixonado.

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2004

Adeus, Lênin


É um filme muitíssimo interessante, principalmente pra quem conhece bem a vida alemã. A fotografia não é das melhores, mas tudo a compensa. A direção, o roteiro e a trilha sonora são muito legais. Os argumentos são inteligentes e engraçados, porém o filme tem uma moral dúbia. O mais curioso é ver toda aquela transformação causada pelo processo de re-unificação da Alemanha. A história em si até perde um pouco seu valor dramático diante de tamanha transformação social e econômica. É um filme pra ser visto e revisto, sozinho e coletivamente. Desperta curiosidade e incita muitas perguntas. Têm cenas antológicas como as das publicidades da Coca-cola, da remoção das estátuas de Lênin, do fervor consumista, etc, etc. Os personagens são bem caracterizados e estigmatizados, o que expõe uma complexidade simples das relações humanas nas duas Alemanhas. O filme se passa inteiramente em Berlim (próximo ao muro) e é contado por um rapaz cuja mãe fora supostamente abandonada pela marido (que fugiu para o lado Ocidental) deixando-a com dois filhos pequenos. Depois de um enfarto, a mãe (professora comunista renomada) passa vários meses em coma, o que a faz perder todo o processo de desmantelamento do sistema comunista. Ela desperta do coma próximo da festa de oficialização da re-unificação. Seu filho (que agora trabalha instalando antenas parabólicas) decide - para evitar maiores emoções e consequente risco de infarto - não deixá-la perceber o que está acontecendo, e forja um clima nostálgico envolvendo a irmã, o cunhado e os amigos. Ele chega a criar um telejornal com um amigo para manter sua mãe (mal-)informada. Muitas situações cômicas e emocionantes fazem deste, um filme completo: entretenimento e reflexão.
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2004

O Processo

Baseado na obra de Kafka e filmado pelo remomado Orson Welles. É a história de um sujeito que é processado pelo não sei o quê, passa o filme inteiro tentando descobrir e acaba explodindo sem saber. Filme de doido baseado em livro de doido. Só vendo pra crêr!
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Freddy vs. Jason


A produção é milionária. A direção é até legal. A fotografia é boa e tem uma estética interessante. A trilha sonora é bem alternativa, com um rock'n roll trash e coisa e tal. O roteiro não convence, mas vale pela marmota que é ver Freddy e Jason se esfaqueando. Medo? Susto? Não vi nada disso, mas tinha muito grito, muito peito de fora e muito sangue jorrando (a cada facada uma artéria! hehehe). É praticamente um filme de comédia, humor negro digamos. A história: Freddy só vive enquanto for lembrado e está fraco pois quase ninguém lembra dele. Ele resolve acordar o Jason para as pessoas terem mais medo e ele ficar forte a ponto de poder matar novamente. Jason começa a matar as vítimas do Freddy que se zanga e tenta matar Jason. Estranhamente conseguem tirar Freddy do mundo dos sonhos e ele vai lutar contra o Jason. Carnificina desvairada e sem pé nem cabeça e o filme termina como terminaram todos os filmes de ambos os anti-heróis. Esse filme não enriquece nem de longe uma filmografia, mas é diversão na certa se for assistido com a galera.
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2004

Sobre cinema



Canal Pop

O Último Samurai


Já ganhou merecidamente 3 Globos de Ouro e pelo que vi vai colecionar muitos prêmios. É um filme belíssimo. Uma delícia, um espetáculo! Me arrepiei várias vezes com a beleza estética, com os momentos dramáticos, com os sentimentos heróicos. A fotografia é lindíssima, a direção é impecável, a trilha sonora é infinitamente envolvente e gostosa. Adorei demais esse filme. Me surpreendeu em diversos aspectos. A riqueza dos detalhes, a abordagem dos sentimentos, é um filme maravilhoso! Imperdível! Conta a história de um capitão do exército americano (Tom Cruise) que é contratado pelo governo japonês em 1875 com o objetivo de treinar um exército para combater os conservadores Samurais (guerreiros camponeses). Preso logo no primeiro combate, o capitão fica prisioneiro dos samurais e lá é tratado, treinado e ensinado. Ele prova sua honra num ataque súbito à aldeia e conquista a confiança e o carinho dos aldeões. O Imperador, por influência de seus ministros continua a negociar a transferência de tecnologia da América (armas de fogo especialmente), com o objetivo de modernizar o Japão e dizimar os Samurais. Os Samurais, agradecidos, libertam o prisioneiro que, no combate final une-se aos Samurais para enfrentar com espadas, lanças, arcos e flechas o exército do Imperador, agora com um contigente de milhares e armados de canhões e metralhadoras. A história se desenvolve num clima poético, numa harmonia substanciosa que encanta e envolve profundamente. Neste filme, eu ri, senti orgulho, senti raiva, senti pena e me emocionei. Uma cachoeira de sensações, uma catarse da alma. 
Veja o site oficial

terça-feira, 13 de janeiro de 2004

No Calor do Verão (Local Boys)


A fotografia é perfeita, a direção é show, a trilha é super legal (só achei leve pra um filme de surf). É a história de uma família em Malibu. O pai policial morreu em serviço e deixou a bela esposa com dois filhos pra cuidar, um adolescente e um garoto. No seu aniversário de 12 anos o garoto ganha sua primeira prancha de surf (o vendedor da prancha é Dick Dale) e no surf conhece um coroa (antiga fera do surf que andava sumido) que se dispõe a ajudá-lo a surfar. O irmão mais velho é cuidadoso e suspeita das atitudes do estranho famoso. O irmão mais velho (o Debi da dupla 'Debbie&Lloyd - Como Debbie conheceu Lloyd') e seus amigos têm suas pranchas roubadas por uns caras que estão aterrorizando a área. Aí vão aparencendo os problemas existenciais: um amigo que não se dá bem com o pai, as lembranças da morte da esposa e da filha do velho surfista, a falta do pai para os garotos e do companheiro para a mãe, a rixa entre eles e os encrequeiros novatos. No todo é um filme bem legal. Meio água com açucar, mas traz belas imagens, muitas ondas, bons sentimentos e boa música.
Veja o site do filme