terça-feira, 21 de outubro de 2003

7 minutos



É uma peça de teatro dirigida por Bibi Ferreira e escrita por Antonio Fagundes. Trata do comportamento do público de teatro e as indignações de um ator experiente. É bem engraçada e acho que a fórmula é bem gostosa. Poucas câmeras, poucos atores, um cenário e muita história pra contar. Assistí-lo foi como ir ao teatro. O que faltou mesmo foi uma trilha sonora, mas a fotografia está ótima e a direção também. 7 minutos é, segundo a teoria defendida pelo ator, o tempo usado pela tv para prender a tenção do espectador, diferentemente do teatro que exige um tempo bem maior, com isso ele tenta justificar a falta de educação no teatro e a falta de respeito pelo trabalho do ator. No fim o que a peça faz é valorizar o público, o ator e o teatro, aproveitando pra disseminar uma cultura de respeito e educação no ambiente teatral. Adorei! Com Antonio Fagundes, Suzy Rego,Denis Victorazo, Luiz Amorim, Neusa Maria Faro, Tacito Rocha e Juliana D`antin.

sexta-feira, 10 de outubro de 2003

Apanhador de Sonhos


É um grande filme trash. Gostei do filme apesar das severas críticas que li e ouvi. Baseado no primeiro livro de Stephen King, o filme se passa em Ohio durante o inverno e conta como alguns garotos adquiriram poderes especiais (especialmente telepatia) a partir de um contato mais próximo com um garoto excepcional. O filme mistura terror e ficcção científica na neve. O roteiro é muto intrigante e cria uma realidade perfeita e ao mesmo tempo absurda. A fotografia é belíssima, mas a trilha não é destaque. A Terra foi invadida por E.T.s que pretendem dominá-la em poucos tempo. Nada que as forças especiais fazem poderão impedir o desastre mundial, mas os garotos, agora homens feitos, aparecem para impedir os planos alienigenas. O filme tem passagens maravilhosas e metáforas incríveis além de diálogos bem engraçados. Apesar das absurdidades do filme, eu gostei, e olhe que tem coisas tão absurdas que chegam a ser ridículas.

http://dreamcatchermovie.warnerbros.com/

As horas


É um filme denso, mas poderia ser intitulado "A TPM e a morte". O filme trata de 3 mulheres em épocas e locais diferentes, lidando com problemáticas ligereiramente parecidas. É difícil explicar o roteiro por sua densidade poética, existencial e filosófica. O filme chega a ser confuso na primeira meia hora, mas aos poucos vamos nos envolvendo com a primeira mulher que representa a escritora Virginia Woolf vivendo nos anos 20 escrevendo "Mrs. Dalloway" , depois com a esposa grávida que vive tristemente uma vida perfeita com esposo e filho nos anos 50 e é leitora do livro "Mrs. Dalloway" de Virgínia, e com a mulher moderna, editora de livros, que mora com a amiga nos anos 90 e ajuda seu ex-namorado aidético escritor que a chama de "Mrs. Dalloway". Cada uma vive num universo bem particular, o que elas têm em comum é o amor pelo livro e a ansiedade da morte. A direção é quase sublime, a fotografia é muito boa, a trilha é bem triste, muito piano e tal... . O título se refere ao título que V. Wolf teria cogitasdo para o romance Mrs. Dalloway.

http://www.thehoursmovie.com/

Núcleo


É curioso e interessante, mas bem óbvio. Descargas eletrostáticas e magnéticas estão matando pessoas e ocasionando catástrofes em todo o mundo, uma equipe é secretamente reunida e concluem que o núcleo da Terra parou e que alguém tem botá-lo pra rodar de novo ou é o fim da vida na Terra. Um hacker é contratado para impedir que informações vazem pela Internet e em 3 meses gastam 50 bilhões de dólares pra fazer uma nave capaz de resistir a milhares de graus de temperatura e pressões inimagináveis. Pronto, a partir daí o que vemos é a tripulação morrer um a um até sobrarem os... vc sabe quem! Efeitos especiais legais, mas nada novo, parece até que aproveitaram o que não usaram no Independece Day e no Armaggendom. Vale pela curiosidade. A direção é comum, a fotografia e a trilha idem, mas gostei do filme.

http://www.thecoremovie.com/

quarta-feira, 1 de outubro de 2003

Prenda-me Se For Capaz


Conta a história verídica de um falsário que se deu bem. O cara rodou o mundo inteiro fingindo ser co-piloto da Pan-am, passou vários milhões de dólares em cheques sem fundo, fingiu ser médico graduado em Harvard e depois advogado formado em Berkeley. Foi preso no interior da França, no Natal do ano em que completou 18 anos, foi extraditado pra os EUA, onde fora condenado há 12 anos de prisão, que cumpriu em regime de prestação de serviços para o FBI. Hoje é um dos consultores mais respeitados do mundo em falsificação e ganha milhões de dólares por ano e seu grande amigo é o mesmo cara que o prendeu. Belo exemplo de vida! Direção clássica, fotografia idem, música ibidem, bem ao padrão hollywoodiano.
Saiba mais:
Adoro Cinema
CinePlayers
CinePop
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CyberFilmes (dublado)

Deus é Brasileiro


O destaque é a trilha sonora, que traz entre outros, Djavan, Lenine, Hermeto, Siba (ex-Mestre Ambrósio), Chico Science e Fred 04, Cordel do Fogo Encantado, e muita música popular. O filme passeia pelas praias de Alagoas, pelas palafitas do Recife e por Tocantins. O texto é repleto de comédias e tiradas cômicas entre Deus, Taóca e Máda. A fotografia é muito bonita e a direção é bem interessante. O pecado é o roteiro, que termina do jeito que começa. Parece que Deus não tinha o que fazer e veio à passeio. O caráter e as características de Deus são as mais humanas possíveis. Orgulho, preguiça, impaciência e um certo ar de superioridade. O filme exibe uns efeitos especiais interessantes mas não surpreeendentes. É um filme legal, você assiste numa boa. Baseado na obra de João Ubaldo Ribeiro "O santo que não acreditava em Deus", conta uma história interessante, mas dizer que os homossexuais vão salvar o mundo é um pouco demais. Paloma Duarte está + linda do q nunca. Um filme muito bom, mas perde pra "Lisbela" e ganha de longe do "Homem que copiava". Moral da história: o homem inventou Deus, então ele já tá fazendo seu papel sendo deus, não pode ser responsabilizado por nada.
Saiba mais:
Adoro Cinema
Cine 7
Cinema em Cena
Tenha o seu:
CyberFilmes

A Liga dos Homens Extraordinários

Um filme espetáculo. Com vampiros, caçadores, cowboys, cientistas malucos, e o auge das possibilidades tecnológicas de 1899. A história é sem pé nem cabeça, mas as cenas são de impacto. O filme tem aquele clima inglês de ser, sombrio e mecânico. Não sabia que os anais de Veneza eram tão grandes e fundos. Nem que dava pra chegar na Mongólia pela água. Tem uma ótima trilha sonora, os efeitos são muito bons, a direção também é loucura. É filmão, mas não chamaria de imperdível.