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sábado, 25 de julho de 2009

Chega de Saudade


Toda a 'ação' acontece no bar-dançante que dá título ao filme. Diferente do que esperava, o filme nem de longe tem algo a ver com a conhecida música, com o que ela representa, com seu autor ou com a bossa nova. O filme mostra as angústias, frustações, ambições, desejos, mentiras, etc. de um grupo de frequentadores de um lugar que vive do saudosismo de uma época agora remota. Parece que resolveram empregar todos os velhos atores assistidos pelo asilo 'Casa dos Artistas'. É uma obra bem dirigida, mas com uma narrativa lenta e quase enfadonha. A fotografia não tem o que mostrar e a trilha sonora lembra um bom cabaré de beira de estrada.
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domingo, 19 de julho de 2009

Lisbela e o Prisioneiro


É um filme show de bola: a direção, a música, o texto... Mas tem algo que não encaixou bem. Não sei direito o que foi... Talvez o ator do papel do "cabo", ou os sotaques muito caricatos - principalmente o da Lisbela... Não sei porque botam sulistas pra fazer papel de sertanejo, fica estranho pra quem conhece o verdadeiro sotaque. Tem tanta atriz nordestina de talento precisando de espaço... Mas gostei mesmo do filme. Muita comédia.
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Carandiru


É um senhor filme. A história é envolvente. Duas horas e meia de filme contando o dia-a-dia das personas do maior cárcere da América Latina. A maioria dos personagens são bem carismáticos, o que nos aproxima sentimentalmente. Não gostei da fotografia com aquele tom amarelado, nem do som que deixa vários diálogos initeligíveis. Abujamra fez uma trilha melhor em "Bicho de 7 Cabeças" mas merece crédito, é um belo trabalho. O que surpreende é a atuação de Rodrigo Santoro, que tá mesmo pra inglês ver, ainda mais depois de ter aparecido no "Panteras Detonando". Um filme pra matar a curiosidade de qualquer um que sobre o massacre ocorrido, lá. Uma lição para as autoridades e também para a bandidagem. O problema da aids é enfático e percorre toda a narrativa. A noção de moral e justiça no presídio é muito bem abordada. Sem dúvida é um filme completo, mas não é entretenimento, tá mais pra lição de moral ou relato histórico. A direção é boa, mas é bem conservadora. Oscar de filme estrangeiro, acho difícil, mas os critérios hollywoodianos sempre surpreendem. "Cidade de Deus" é superior em tudo, direção, roteiro, fotografia, atuação e trilha. Dráuzio Varela saiu no lucro, pois é muito bem interpretado e o ator é menos feio que ele. hehehe. Cinema é ótimo pra essas coisas. Ailton Graça no papel de "Majestade" é uma figura! O massacre é realmente assutador, pena que só ocorre nos últimos 15 minutos de filme.
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sexta-feira, 10 de julho de 2009

Cidade Baixa


Um filme bem cozido! A direção me pareceu be simples e objetiva, e, a fotografia é um 'pecado original'. Fornece boas mpressõe visuais apesar da baixa qualidade fotográfica. Atrilha também merece um capricho a mais. O filme tem um exto cansativo mas é envolvente. Os atores refletem bem a magnitude do roteiro. São os atores que cativam o expectador. São papéis crus, muito realistas, quase palpáveis. Personagens intensos em dramas existenciais e locações reais. Tem uma cara de documentário, com muita câmera tremida e poucos efeitos visuais. Poucas panorâmicas e muitos movimentos bruscos e closes. É a história de uma garota que vai tentar a vida em Salvador e de dois barqueiros amigos de infância. Ela se envolve com os dois o que gera o sentimento de ciúmes, o que justifica certos atos impensados. Eles acabam brigando e terminam sem ela. A riqueza do filme são os aspectos reais da cenografia, o bairro de Salvador, Cidade baixa, um ponto turístico onde reside o gueto da prostituição, da malandragem, das drogas e do crime.

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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Lavoura Arcaica


É uma poesia audiovisual. Profundo, denso, nebuloso e um pé-no-saco. Confesso que dormi profundamente durante os quase todos os 172 minutos de filme. É um filme de arte baseado numa obra poética existencialista de um autor desconhecido, que conta uma história repleta de arquétipos e lugares comuns. O mote é uma tragédia familiar onde se opõem pais e filhos, tradições e liberdades, castidade e desejo. A direção é criativa mas muito lerda, a fotografia é interessante mas não impressiona, a música é boa mas sacal. Me apareceu um filme para quem não assiste filmes ou exatamente o contrário. O texto é erudito o que dificulta a compreenção e o envolvimento com a história. O final é trágico e estranho, ficando a mensagem reflexiva da poesia adaptada. Assista se for capaz.

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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Didi Quer Ser Criança


É um dos melhores desde muito tempo. Super-bem produzido, o filme conta uma história simples, tenta resgatar uma cultura quase perdida e é muito divertido. Didi é operário de uma fábrica de doces tradicionais que se vê à beira da falência por causa de uma fabrica moderna. Devoto de São Cosme e São Damião ele acaba por ganhar deles a chance de se tornar criança e com isso realiza seus sonhos e de todos do bem. Depois falo mais, quem sabe...
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No Calor da Terra do Sol


O filme foi dirigido e produzido por um cearense. Foi filmado no Ceará e nos EUA. Tem um elenco repleto de cearenses falando inglês. É um filme policial que conta uma história de uma lutadora que mata uma rival no ringue. Ela tenta vingar o cara que a influênciou (que é marido dela pelo q entendi), é presa e perde a guarda da sua filha. Numa tentativa desesperada, ela foge para o Brasil (para Fortaleza - CE) e espera a chegada de sua filha. Mas ela não consegue se livrar do cara pois ele manda uns capangas pra pegá-la. Então tem-se umas brigas taekendôreanas - mal coreografadas - e o filme termina bem como poderíamos esperar. É um filme chato 'bagarai'. Mal dirigido, mal roteirizado, mal fotografado e, principalmente, mal musicado. A trilha sonora é de provocar náuseas. Se a protagonista fosse mais jovem uns 10 anos teria tornado o filme mais atraente, mas talvez queimasse o filme dela tb. hehehe. Mas no todo daria uma boa sessão da tarde. O filme tem uma dinâmica lenta e conta a história de uma maneira estranha. Não percebi grandes inovações mas gostei da iniciativa. É um filme que tem pouca originalidade, além das locações, mas diverte qualquer um que goste do estilo 'Van Damme' de filmar. Acredito que haja um certo exagero em chamar o carismático diretor de 'O Tarantino Brasileiro', mas quem sou eu, nem me pagam pelo que escrevo...
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domingo, 26 de abril de 2009

Olga


É magnífico. Um grande filme mesmo. Divinamente dirigido, fotografado e sonorizado é um filme impecável. Com profunda carga dramática ele conta as origens de Olga, como ela se tornou revolucionária, suas influências e aprendizado. Seu envolvimento com o Partido Comunista, sua ascendência judia, seu romance com Prestes, suas experiências de guerrilha, suas humilhações no Brasil e na Alemanha, e um dos momentos mais marcantes do filme, o nascimento e a separação de Olga e sua filha Anita Garibalde. O filme mostra também a severidade das atitudes comunistas e o que o homem capaz de fazer por ambição e idealismo. É um filme didático e histórico. Ótimo de ser assistido coletivamente principamente por cientistas políticos, historiadores e comunistas. Olga é filha de um médico judeu na Alemanha no início da política nazista. Abre mão de suas regalias burguesas para lutar por igualdade social junto ao PC. Vai para Rússia onde tem treinamento militar. É designada a proteger Prestes durante sua volta secreta ao Brasil que havia se exilado na Rússia após o fim da Coluna Prestes. Seu objetivo era tomar o poder das mãos de Vargas com a ajuda das Forças Armadas Brasileiras, mas o medo do Comunismo fizeram os altos comandos militares fecharem acordo com Getúlio e a revolução de Prestes foi desmantelada. Presa e separada de Prestes, Olga foi entregue ao poder Nazista pelo Governo Brasileiro e morreu poucos anos depois na camara de gás como milhões de judeus no Holocausto. Imperdível!
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Ônibus 174


Um documentário muito bom. Envolvente e informativo. Começa logo com um travelling panorâmico alucinante pela cidade do Rio de janeiro. São uns 10 minutos de paisagens aéreas por cima da cidade, desde o oceano, pelo litoral, por cima dos morros e favelas, por bairros de classe média, bairros nobres e pára sobre o local onde havia ocorrido o incidente. O filme é repleto de depoimentos de pessoas que se envolveram com o ocorrido ou que conheciam o marginal. O problema do filme é que ele não abordou o lado da vítima mor, a Geísa, que morreu precocemente por um erro policial. O idealizador do filme fez uma investigação sobre o passado do bandido e descobrimos que ele é tão vítima quanto Geíza. Mataram sua mãe na sua frente quando ele estava na pré-adolescência, sobreviveu à chacina da Candelária onde morava depois de sair da casa da sua tia. Vivia de pequenos furtos em lojas, supermercados e sinais de trânsito. Ficou preso sob condições sub-humanas, ficou retido num reformatótio para jovens infratores, enfim, descobrimos que o que aconteceu no ônibus foi apenas um ato de desespero que demonstrava seu despreparo para a vida em sociedade. Analfabeto, sem conhecer seu pai e avós, vivia a vida sem esperança nem perspectiva. Então no documentário vemos depoimentos de alguns familiares, policiais, professores, presidiários, marginais, sobreviventes do ônibus, enfim, todo um leque de pessoas que mostraram sinceridade e uma certa compaixão pelo assassino. Antes ele nunca tinha matado ninguém. Enfim, é um documentário reflexivo mas ainda repleto de furos e meramente expositivo. A trilha sonora foi muito bem elaborada e a edição das imagens está bem feita. A falta de legenda para identificar quem está falando é um grande vacilo. De vez em quando aparecia um doido lá falando e tal e a gente sem saber o nome, nem a ocupação, nem a relação da figura com o criminoso. Vale a pena assistir, principalmente por que é informativo e seu ritmo é tão bom que apesar de longo não é cansativo. um outro defeito do filme foi a precariedade das análises sociológicas. Uma vergonha, pois este filme seria um senhor documento caso fosse mencionado a urgência por uma política pública a favor da natalidade controlada, que vejo como uma necessidade básica para o desenvolvimento social.
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Garrincha, Estrela Solitária


É uma das poucas oportunidades que tenho de ver um filme no qual já li o livro. Isso só aconteceu com 'O Xangô de Backer Street' e 'Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban'. E este é bem aquém do livro. O livro retrata e envolve o espectador com muito mais profundidade. Deve ter sido muito difícil cortar o que foi cortado do livro, mas ele conseguir passar o recado. A direção está relativamente boa, apesar de um tanto conservadora. A fotografia tá caprichada, mas achei um tanto relápso o figurino de um modo geral. A trilha sonora é totalmente da época dá um ar lúgubre, melancólico à narrativa. Elza Soares na pele de Taís Araújo tem momentos brilhantes, mas sua atuação é oscilante, assim como o Garrincha interpretado por André Gonçalves. Ele me surpreendeu, mas sua falta de carisma nos mantêm afastados dos sentimentos do Garrincha. Por pouco não transformaram o belo livro de Ruy Castro numa pornochanchada. Cenas de sexo vulgares e despropositadas deixam o expectador ruborizado, sem no entanto envolvê-lo. O filme é bom, mas poderia ser muitas vezes melhor. Faltou brilho nesta estrela solitária ou faltou estrela neste set. Um personagem da magnitude de Garrincha merecia uma filme muito melhor produzido e roteirizado. Apesar de conseguirem contar toda a trajetória do jogador, os saltos temporais esvaziam os acontecimentos não nos deixando envolver nem nos sensibilizar pela personalidade complexa do atleta. É de lei, todos devem assistir.
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Cinema em Cena

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Kenoma


Assisti muito mal assistido e fica difícil falar o que achei do filme. Não deu pra acompanhar a narrativa, só percebi que o cara era tido como louco se portava meio como louco, era desacreditado, mas um forasteiro o ajudou a construir a máquina de funcionamento eterno sem combustível. Ela mal foi construída e foi destruída, é então quando acaba o filme. Sei não. O filme é meio paradão, cheio de diálogos e longas pausas. A fotografia não é destaque e a trilha sonora também não me chamou a atenção. Talvez eu assista de novo para percebê-lo com maior intensidade.
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A Cartomante


Um filme nacional de nível médio-alto. É um filme bem montado, bem dirigido e bem escrito. As atuações são convincentes e unidas ao roteiro fazem a trama bastante envolvente. Gostei do filme como um todo, mas descontando os deslizes quanto a qualidade do som, a trilha sonora e a fotografia. A fotografia é pobre e, percebe-se que não em conteúdo, mas em equipamentos. As lentes são mal administradas o que supõe um amadorismo em direção de fotografia. A trilha sonora tem muitos altos e baixos, em alguns momentos é instigante em outros é deprimente, o que torna a experiência um pouco desagradável. A história é confusa e complicada como a maioria dos filmes 'pseudo-cabeças' brasileiros, mas é bem criativa. Uma psiquiátra usa suas habilidades profissionais para manipular seus pacientes e colegas de trabalho. A trama envolve um rapaz que se apaixona pela noiva de um amigo de infância. Ela também se encanta pelo rapaz e passam a ser amantes enquanto o corno insiste no casamento. Ela vivencia uma crise ética ou sei lá o quê que a leva a atitudes radicais. O final do filme é estranho.
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Narradores de Javé


É um filme muito criativo e divertido. Tem uma direção de qualidade, uma fotografia muito boa e uma trilha sonora inusitada. Conta a tentativa de uma população de uma pequena cidade em evitar que uma barragem coloque toda a cidade debaixo d'agua e assim evitar a mudança de Javé daquele local. Por ser uma cidade pequena, o único meio de salvar a cidade seria se ela se tornasse patrimônio histórico e assim os cidadãos resolvem escrever a história da cidade a partir das memórias dos moradores. Mas cada um conta sua versão e o escrivão se vê em dificuldades para colocar no papel tanta incongruência. É um filme muito alegre. Filmado em parte numa cidadezinha da Bahia e outra parte numa cidadezinha de Minas Gerais, o filme contou com os próprios moradores para fazer figuração e até mesmo atuação. É um filme cativante.
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Amarelo Manga


Nojento. Violento. Sangrento. É um filme seboso. Asqueroso. Mas tem uma ótima direção, uma boa fotografia e uma trilha sonora quase ótima. O roteiro é que é peba. O texto é uma grande Merda (com ¿M¿ maiúsculo mesmo). Os diálogos são pobres e o conteúdo do filme é o que há de podre nessa nossa sociedade. O filme é bem realista e retrata bem o cotidiano das necessidades e problemas existenciais. É um filme intrigante. Meio chato sem dúvida.
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Redentor


É um filme muito legal. É divertido e sério. Bem dirigido, bem fotografado e, principalmente, bem sonorizado, é uma grande referência para o cinema nacional. O roteiro é super-criativo e conta uma história daquelas que você não sabe ao certo onde começa a farsa e onde é a realidade. A gente sabe que a problemática existe, mas não temos certeza se aqueles fatos são plausíveis. Conta a complicada história de dois amigos de infância: um pobre e um rico. O pai do pobre compra um imóvel do pai do rico. O pai do rico se mata e deixa de herança uma dívida de milhões e milhões. O pai do pobre fica morando de favor por nunca ter recebido seu imóvel. O condomínio de apartamentos foi construído por operários que não recebiam o salário a mais de um ano. Uma favela se formou ao redor do condomínio. Com a morte do empresário os favelados, muitos deles familares dos ex-operários, invadem o predio. O filho do pobre é jornalista e é convidado a fazer uma entrevista com o flho do rico. O rico propõe dar 5 milhões ao pobre para ele fazer uma matéria a favor dele e para ele ser o laranja dele numa transação de 50 milhões. vacilante ele aceita. O pai do pobre ao saber da invasão vai para lá e morre pela polícia quando expulsavam os invasores do condomínio. O filho do pobre tem delírios e resolve cabuetar o filho do rico que o manda para prisão. Lá ele tem outra visão. Obra o milagre da ressureição com um presidiário e mostra-lhes o caminho da fuga. Ele sequestra o ricão e o obriga a dividir os 50 milhões com todos os prejudicados. A mãe do pobre faz um acordo com o filho do rico e se nega a fazer o que seu filho pede. No final o filho do pobre morre, mas consegue convecer a mãe a dividir o dinheiro e ao rico a se arrepender. A história é muito mais do que isso, mas é isso tb.

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Durval Discos


É um bom filme, principalmente por causa da trilha sonora. Gilberto Gil(back'n Bahia), Tm Maia (racional evoluído), Chico Buarque, Caetano Veloso, Secos e Molhados... E André Abujamra fazendo os mixes. O roteiro tb é muito criativo e prende a atenção. O filme chega a ser tenso e nos leva por caminhos pouco trilhados. A direção é boa, mas não gostei da fotografia, achei-a um tanto óbvia demais. A história nada tem a ver com o título, o que pra mim é um defeito, mas não compromete o filme. No mais, gostei de tudo. O filme tem elementos de vários gêrenos o que o torna rico em sentimentos. Neste filme pode-se sorrir, temer, torcer, ansiar, etc. A história se passa em 1995. Durval tem uma loja de discos que só vende vinil. É quarentão e mora sozinho com a mãe. Devido a idade da mãe eles resolvem contratar uma pessoa para os afazeres de casa, mas só pagam $100,00. Uma moça prendada aceita o serviço. No primeiro dia de serviço ela pede pra dar uma saidinha e não volta mais. No dia seguinte eles percebem uma criança no quarto da empregada e pensam ser filha dela. A mãe de Durval logo se apega a menina e começa a fazer-lhe todos os gostos. Passam-se dois dias sem notícias da tal moça. Quando estão vendo tv, o noticiário fala sobre um sequestro e sobre a morte de um dos sequestradores: uma moça, a mesma que deixou a menina lá. A polícia e os familiares ainda procuram pelo cativeiro da criança. Durval apesar de saber o que teria que fazer, fica inerte. A mãe dele já havia feito todos os gostos da criança, havia até comprado um cavalo com o dinheiro da poupança e colocado no quintal. Eles planejam entregar a criança a polícia, mas a velha reluta. Uma vizinha descobre a farsa. A velha mata a vizinha. A chefe da vizinha e vários clientes batem a sua porta enquanto a menina monta o cavalo no mesmo quarto onde deitaram a defunta. As cenas vão se complicando mas por fim tem um fim. Ele manda chamar a polícia e pronto.

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domingo, 8 de março de 2009

Bezerra de Menezes - O Diário de um Espírito


Apresenta um certo ar poético em toda película. A história é pouco profunda deixando toda a densidade da narrativa para o que se diz dele (Bezerra de Menezes), ao invés de enfatizar o quê, propriamente, ele fazia. A tentativa de expôr toda a tragetória de sua biografia, desde o seu nascimento até sua morte, juntamente com seus papéis - social, polítivo e espiritual - ficou falível nos breves 76 minutos de filme. Portanto, ficou uma narrativa simples e rasa, apesar do texto rebuscado e culto. De positivo, digo que despertou o interesse por essa personalidade brasileira ainda pouco conhecida. Faltou maior ênfase na sua postura espírita, mas no todo é um bom filme. A direção ficou ótima, com a fotografia um pouco menos. O figurino trabalhou bem, assim como a sonorização e trilha. Minhas expectativas eram maiores, mas fico envaidadecido em saber que é uma realização de sucesso do meu ex-professor de cinema Joe Pimentel e da minha amiga a atriz Juliana Carvalho, que comoveu no papel de esposa do protagonista. Parabéns a todos pelo lindo trabalho!

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sábado, 31 de janeiro de 2009

Eu Tu Eles


A historia de uma mulher e seus três maridos... O melhor do filme é a musica sem duvida. Não é o estilo de filme que me agrada. Um dramalhão, meio suspense e lutas ideológicas com discursos prontos. Tabus e normas morais sendo atacadas sem discussões ou qualquer coisa. E a única preocupação é se o povo vai falar. Pelo menos é manifestada uma atitude de sinceridade. Ele é corno e sabe que é. Ela é frustrada e sabe que é. Foi casar não tinha marido na Igreja. Tudo bem. O filme fala da fragilidade humana, do sentimento simples de querer ser alguém respeitável. O filme é muito bom tecnicamente, mas quem espera entretenimento, vai ter que esperar o filme acabar. Felicidade e alegria mesmo só quando os protagonistas estão “chafurdando”. A situação de extrema miséria, abandono e isolamanto em que se encontram os personagens formam um quadro de ficção perfeito junto com o roteiro. Num ambiente onde impera o machismo e a violência contra a mulher, uma mulher consegue se realizar sexualmente passando chifre no seu marido debaixo de suas vistas. Uma situacao que coloca o homem do sertão num quadro de estigma duvidoso, ou seja, seria benéfico fazer as pessoas pensarem que as atitudes da personagem principal (Darlene) são justas? A direção e continuidade fizeram seu papel (conservador-plagiador-imitador-reprodutor hollywoodiano) com sucesso. Quanto a fotografia, observei alguns detalhes que decepcionaram. Todos falam que a luminosidade do sertão é fantástica, etc,etc, o que facilita o trabalho do diretor de fotografia... Infelizmente o responsável pela direção de fotografia não demonstrou ter muita paciência com a luz... Não dava pra perceber quando estava amanhecendo ou quando estava anoitecendo, não fosse o roteiro ou a continuidade para dar essa informação. Pessoalmente não gostei do filme, uma decepção. Com Regina Casé, Lima Duarte e Stenio Garcia. Direção de Andrucha Waddington, fotografia de Breno Silveira, música de Gilberto Gil.

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sábado, 13 de dezembro de 2008

Cine Gibi 3


Mantêm o mesmo padrão do antecessor (Cine Gibi 2). Meus filhos, gêmeos de 9 anos, passaram praticamente uma hora às gargalhadas. O tema das 7 historinhas são o conhecidos 'planos infalíveis' do Cebolinha, que como sabemos sempre falham. A garotada vai adorar!

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Blog da Rebeca Nemer
Choveu
Wikipédia

Cine Gibi 2


A qualidade da animação é superior à primeira edição. As histórias mantêm o mesmo padrão, ou seja, diversão na certa! O que poderia ser mais caprichado seria os jogos que acompanham o dvd. Os da concorrência são muito mais criativos, vide Chicken Little.

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Cine Pop
Anima Toons