domingo, 26 de abril de 2009

Garrincha, Estrela Solitária


É uma das poucas oportunidades que tenho de ver um filme no qual já li o livro. Isso só aconteceu com 'O Xangô de Backer Street' e 'Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban'. E este é bem aquém do livro. O livro retrata e envolve o espectador com muito mais profundidade. Deve ter sido muito difícil cortar o que foi cortado do livro, mas ele conseguir passar o recado. A direção está relativamente boa, apesar de um tanto conservadora. A fotografia tá caprichada, mas achei um tanto relápso o figurino de um modo geral. A trilha sonora é totalmente da época dá um ar lúgubre, melancólico à narrativa. Elza Soares na pele de Taís Araújo tem momentos brilhantes, mas sua atuação é oscilante, assim como o Garrincha interpretado por André Gonçalves. Ele me surpreendeu, mas sua falta de carisma nos mantêm afastados dos sentimentos do Garrincha. Por pouco não transformaram o belo livro de Ruy Castro numa pornochanchada. Cenas de sexo vulgares e despropositadas deixam o expectador ruborizado, sem no entanto envolvê-lo. O filme é bom, mas poderia ser muitas vezes melhor. Faltou brilho nesta estrela solitária ou faltou estrela neste set. Um personagem da magnitude de Garrincha merecia uma filme muito melhor produzido e roteirizado. Apesar de conseguirem contar toda a trajetória do jogador, os saltos temporais esvaziam os acontecimentos não nos deixando envolver nem nos sensibilizar pela personalidade complexa do atleta. É de lei, todos devem assistir.
Saiba mais:
Cinema Terra
Adoro Cinema Brasileiro
Cinema em Cena

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