quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Traffic


4 Oscars em 2001. + de 2 horas e meia de filme. Com Michael Doulglas, Dennis Quaid e Catherine Zete-Jones.
Música: Jeff Rona.
Universal Television, 2000, Compulsion
Direção: Deve ter sido uma galera, pois nos créditos não pude identificar. Vi somente assitentes de direção, de câmera e fotografia.
Fotografia: Idem.
"IN VINO VERITAS". Conta uma história da fronteira Mexico-EUA, mais precisamente ma ligação entre Tijuana e SanDiego. Duas cidades em países diferentes com extrema proximidade cultural. É um filme inovador em diversos aspectos estéticos. Quanto ao roteiro, é tipo ma novela, com muitos personagens principais (ou sem personagens principais) e cheio de cruzamentos espontâneos entre os personagens. Com várias histórias de vida em diferentes papéis sociais, níveis sociais, etc.
A incursão ao mundo das drogas se faz por vários canais que mostram óticas diferentes do problema: o da polícia corrupta (e da não-corrupta), do adolescente drogado, do traficante, da família, do político, do exército, do A.A.,enfim, mostra as mais diversas visões do mundo das drogas.
A direção ousou ao colorir as cenas que ocorriam em locais não convencionais. As cenas do Mexico em "sépia", as do subúbio "azuladas" e as dos EUA "em cores". Retratando assim as diferenças caóticas do mundo "careta" e do mundo "louco".
Quanto a fotografia, foi trabalhada de forma muito peculiar, mostrando ângulos inusitados e cores diferenciadas em momentos específicos, como nos momentos em que vão par o subúbio ou para o Mexico.
A trilha sonora é de alto nível, mas não de alto impacto.
De uma forma geral é filme bom, mas achei meio sacal. Interessante. O curioso deste de filme é que os personagens são tratados como reais. No México a rixa era entre o cartel de Juarez e o de Obregon. Tinha um tal Madrigal também.
"O maior desafio é a renúncia ao controle".

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Doce Novembro (Sweet November)


Com Keanu Reeves.
Diretor: Pat O'Connor
Fotografia: Eduard Lachman, A.S.C.
Música: Christopher Young
Warner Bros, 2001 .
Uma história sem pé nem cabeça. Um "workaholic" de sucesso, publicitário afamado, prejudica sem querer uma jovem, tentando colar dela durante ma prova do Departamento de Trânsito local. Ela tem a prova anulada e resolve pegar no pé dele.
A história já começa meio maluca daí. Ela enche o saco dele, e pede par ele ir morar com ela durante o mês de novembro.
Vivendo num mundo hi-tech e cheio de dinheiro, ele recusa sua proposta até encontrar-se sem emprego, sem namorada e sem amigo (o único que ele tinha, pelo que entendi).
Resultado: Ele se apaixona por ela, e ela então começa apresentar os sitomas de uma doença mortal, uma espécie de leucemia. Acaba então o mês de novembro, e ela está se acabando também. A paixonada, ela implora pra ele deixá-la pois não quer Que. ele se lembre dela doente, e sim alegre e cheia de anergia, como era até meados do filme.
Um filme medíocre mas repleto de boa vontade.
Bem leve, mas minha mulher chorou. Ele antecipa o Natal no dia de ação de Graças, dá a ela 12 presentes. Umas coisas bem esdrúchulas: uma peruca psicodélica, uma fazedor de bolinhas de sabão automático e outras, rosas, o velho cachorrinho de estimação,etc

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Cão de Briga (Unleashed or Danny the Dog, 2005 )


Definitivamente meu gosto cinematográfico é diferente do gosto do grande público. Dei uma sondada e descobri que a maioria das pessoas preferem este ao instigante Ong Bak. É, na minha opinião, bem inferior ao filme tailandês, apesar de ter uma produção muito mais cara. Este filme tem de bom mesmo a trilha sonora e algumas sequências de ação, pois o roteiro (putz, do Luc Benson que elogiei hoje mesmo, nesta mesma página) sem pé nem cabeça contando a história de um homem que desde a infância fora criado como um cachorro de briga não convence. Ainda mais por encontrar um amigo, uma família e um amor tão ideal e tão por acaso que dá até um nó no juízo. Mas cinema é ilusão, vamos lá! A direção é tão cheia de recursos fora de hora - 'Era do Cinema Digital' é pra isso mesmo - que fica até um pouco esquisito. Brakes em tomadas nada-a-vêr, angulações imaginativas desmioladas e a atuação do Jet Li com aquele olhar de vira-latas sem carisma é de lascar. Mas o filme cumpre o que promete e os 102 minutos de filme passam rapidinho. Já texto do filme é engraçado e criativo. Todo mundo que eu conheço que assistiu gostou, eu nem tanto.

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segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Wood & Stock


De Otto Guerra, animação, 35mm, 81', RS.
Fantástico! Nada como as figuras do Angeli em movimento. E fora as piadas sarcásticas ainda temos a Rita Lee na voz da Rêbordosa e Tom Zé na voz de Raulzito. Tá do caralho! A direção, as idéias, a animação... Até a psicodélica música. É imperdível!
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X-men 3


Foi bom, mas perde para os anteriores. Gostei de muitos elementos do filme mas uma certa dinâmica ou um certo cuidado com o roteiro quase deixa o filme cansativo. A trilha sonora é legal, mas não chamou minha atenção. A fotografia ficou a desejar. Senti falta do cativante Noturno e de uma presença mais qualificada do Colossus.
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domingo, 16 de novembro de 2008

Ali


O filme conta a trajetória do pugilista negro campeão mundial nas décadas de 1960 e 1970. A vida de uma lenda viva. O filme fala de sua fé no islã, de suas mulheres, de sua fé em si mesmo, de suas mulheres, de sua consciência liberta da escravidão, de sua ascendência negra, suas ligações com a África, de Dom King. É u filme interessante. Com uma trilha sonora fabulosa, uma direção romântica e uma fotografia estranha. É um filme de época e é impressionante o grau de realismo. No roteiro podemos encontrar elementos contraditórios quanto ao conceito de fé, ética, liberdade, etc. É um filme denso. Um filme negro. Mostra sua aproximação com Malcomme X, e este com Martin Luther King. Não me transmitiu o ressentimento da escravidão, antes o do orgulho próprio. É um filme intrigante. Por tratar do tema racial ele incomoda, acho que devido à insolubilidade da questão racial. Por isso a importância de um novo parâmetro existencial. Atitudes baseadas no racismo ferem pessoas queridas. Um belo filme.
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Vanilla Sky



O melhor filme que vi este ano. Estou profundamente arrependido de não o tê-lo visto na época em que foi lançado. Me lembro de ter visto este filme diversas vezes na locadora e nunca ter me interessado em assistir. Mas também nenhum amigo meu me recomendou, enfim só fui assiti-lo quase sem querer quando passou num domingo no SBT. O filme impressiona. A começar pela homenagem do título à obra de Monet, o filme é impecável em tudo. na dinâmica, na trama, na trilha, na direção, na fotografia..., resumindo, é um filme pra sempre. vou mais dizer nada, assista o quanto antes, nem que seja de novo. Refilmagem de 'Preso na Escuridão'.
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